
Pacientes com depressão refratária, sequelas de AVC, Parkinson, dores neuropáticas e transtornos de ansiedade poderão ser atendidos no Distrito Federal com métodos terapêuticos que antes estavam disponíveis apenas em centros de referência internacionais.
Com recursos destinados pela senadora Leila do Vôlei (PDT-DF), a Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde (FCTS) da Universidade de Brasília inaugurou um laboratório com equipamentos capazes de estimular áreas específicas do cérebro sem cirurgia ou uso de medicamentos. A chegada da tecnologia é considerada um marco histórico para a pesquisa e o tratamento neurológico no Centro-Oeste.
“Quando a gente destina recursos para a ciência, está investindo diretamente na qualidade de vida das pessoas. Essa tecnologia abre novas possibilidades para tratar doenças que atingem milhares de famílias e que ainda representam enormes desafios para a medicina. Esse é o tipo de entrega que transforma realidades e aproxima a pesquisa da vida das pessoas.” — senadora Leila do Vôlei
A reitora da UnB, Rozana Naves, destacou o papel fundamental das emendas parlamentares para aproximar o conhecimento acadêmico da população.
“Esta conquista mostra o quanto a parceria entre a ciência, a Universidade e o poder público pode gerar resultados concretos para a sociedade. A chegada desses equipamentos à FCTS fortalece a nossa atuação em saúde, inovação e formação de profissionais qualificados.”
Para o coordenador do Núcleo de Excelência em Pesquisa em Reabilitação e Desempenho Funcional Humano, professor João Luiz Quagliotti Durigan, o novo laboratório representa um salto científico para o Distrito Federal.
“Estamos criando um legado científico e tecnológico para o DF. A capacidade de pesquisa e assistência em saúde vai se multiplicar a partir desse investimento.”
Os equipamentos permitem realizar estimulação cerebral de alta precisão, contribuindo para investigações sobre reabilitação funcional, controle motor e plasticidade cortical. Também serão utilizados em diagnósticos neurológicos e tratamentos clínicos com robusta evidência científica, ampliando a capacidade de atendimento a pacientes com condições complexas.
Além do impacto assistencial, o novo laboratório revoluciona a formação de profissionais de saúde no Distrito Federal. Estudantes de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, farmácia, enfermagem e medicina terão acesso a uma estrutura inédita na região, fortalecendo a produção científica e abrindo portas para intercâmbios internacionais com universidades e centros de excelência no Canadá, Estados Unidos e Europa.
Tecnologia e impacto clínico
Utilizando campos magnéticos de alta precisão, a tecnologia estimula regiões específicas do cérebro, permitindo que médicos e pesquisadores avaliem o funcionamento cerebral e tratem condições que vão da depressão resistente ao Parkinson, ampliando a compreensão sobre os mecanismos que regulam o movimento e o desempenho humano.
Pacientes que não respondem a tratamentos convencionais, pessoas com ansiedade crônica, vítimas de AVC em reabilitação motora, portadores de Parkinson e indivíduos que convivem com dor neuropática crônica poderão se beneficiar diretamente da inovação. E o impacto vai além da assistência: o laboratório impulsiona a ciência, a inovação e a formação de especialistas em saúde para todo o Distrito Federal.







