
A Comissão de Esporte (CEsp) do Senado aprovou o relatório de avaliação do Programa Paradesporto Brasil em Rede, política pública do Ministério do Esporte voltada à inclusão de pessoas com deficiência por meio do esporte. A análise foi apresentada durante reunião do colegiado e resultou em recomendações para aprimorar a execução do programa.
Presidente da comissão, a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) destacou que a avaliação cumpre um papel estratégico para o aperfeiçoamento das políticas públicas e para o fortalecimento do paradesporto no país.
Ao comentar o relatório aprovado, Leila do Vôlei ressaltou que o monitoramento realizado pela comissão é um instrumento de melhoria contínua, transparência e responsabilização. Segundo a senadora, o programa tem potencial para alcançar resultados ainda mais expressivos, desde que receba os investimentos e a estrutura necessários.
“É um projeto que a gente sabe que, com investimentos, será muito exitoso, mas que ainda carece de estrutura, financiamento e vontade política”, afirmou Leila do Vôlei.
O relatório foi elaborado pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), responsável pela análise do programa escolhido pela CEsp para monitoramento neste ano. No documento, a parlamentar reconhece que o Paradesporto Brasil em Rede ampliou o acesso ao esporte de forma qualificada, com base científica e impacto social relevante, mas aponta desafios a serem superados.
Entre os principais gargalos estão a oferta de transporte acessível, a melhoria da infraestrutura esportiva e o aprimoramento do fluxo de recursos financeiros. Para Mara Gabrilli, o esporte e a educação são ferramentas centrais de inclusão social.
Instituído em março de 2024, o programa busca democratizar o acesso ao paradesporto em todo o país e fomentar uma rede colaborativa entre universidades e institutos federais, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Atualmente, há 10 unidades operacionais, com previsão de expansão para outras quatro em curto prazo e, futuramente, ao menos uma unidade em cada estado.
A iniciativa atende pessoas com deficiência de diferentes idades e perfis, incluindo deficiências auditivas, intelectuais e transtornos do espectro autista (TEA), integrando ensino, pesquisa e extensão.
Desafios e encaminhamentos
O relatório recomenda ações para enfrentar as barreiras logísticas, especialmente no transporte dos participantes, além de capacitação contínua das equipes locais, mapeamento de equipamentos e uso de plataformas de monitoramento. O documento será encaminhado à Presidência da República.
Entre as sugestões está a criação de uma diretriz específica no Programa Caminho da Escola, para garantir transporte adaptado aos beneficiários do Paradesporto Brasil em Rede, reforçando o compromisso com a inclusão e o acesso ao esporte em todo o território nacional.







