Programas internacionais de esporte de base podem inspirar propostas para o Brasil

Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realiza reunião deliberativa com 10 itens. Entre eles, o REQ 8/2025, que requer, nos termos do art. 58, § 2º, II, da Constituição Federal e do art. 93, II, do Regimento Interno do Senado Federal, a realização de audiência pública, com o objetivo de debater Termos da Ocupação por Plataforma (TOP), dispondo sobre os direitos e benefícios do profissional conectado, suas relações com Trabalho, Previdência e Plataformas.Senadora Leila Barros (PDT-DF) em pronunciamento à bancada.Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A Comissão de Esporte (CEsp) do Senado debateu, nesta quarta-feira (10), experiências internacionais que podem servir de modelo para fortalecer o esporte de base no Brasil. A audiência pública foi conduzida pela presidente da comissão, senadora Leila do Vôlei (PDT-DF), e integra um ciclo de discussões voltado à formação esportiva de crianças e jovens.

Leila destacou que o esporte de base é um caminho para cidadania, inclusão e desenvolvimento humano.

“É hora de pensar o esporte de base como prioridade, com políticas justas, sustentáveis e intersetoriais”, afirmou a senadora, lembrando que novas audiências ainda serão realizadas.

Experiências internacionais

O professor Jorge Knijnik, da Western Sydney University (Austrália), apresentou o modelo australiano, que desde 2018 busca ampliar a participação popular, garantir a integridade das competições, apoiar o alto rendimento e estimular a indústria do esporte. Ele alertou, porém, para o aumento dos custos do esporte comunitário, que tem reduzido a adesão da população.

Representando a Unesco, o professor Billy Graeff Bastos, da Universidade Federal da Paraíba, reforçou que programas esportivos para crianças e jovens devem priorizar educação, saúde e desenvolvimento social, tratando o esporte como prática social especialmente em regiões com pouca presença do Estado.

Já o consultor legislativo do Senado Vinícius Machado Calixto apontou a falta de integração entre escolas, clubes e órgãos públicos, destacando que a prática esportiva é um elemento fundamental para fortalecer os laços comunitários.

Inclusão como prioridade

A professora Carine Collet, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, defendeu que a formação esportiva seja planejada como um processo de longo prazo e que leve em conta a acessibilidade. Ela ressaltou que meninas e crianças negras enfrentam barreiras maiores para a prática esportiva, o que exige políticas inclusivas.

Do Canadá, o professor Martin Camiré, da University of Ottawa, apresentou o programa Esportes Canadá, que financia quase 60 entidades esportivas com recursos públicos. O foco é a participação comunitária, o respeito e a inclusão, com parcerias entre clubes e escolas para manter o sistema acessível e de baixo custo.

“O objetivo é desenvolver cidadãos, não apenas atletas”, explicou Camiré.

Próximos passos

A audiência faz parte de uma série de debates (REQ 20/2025 – CEsp) sobre políticas para o esporte de base, que seguirá com novos painéis. A senadora Leila reforçou que as experiências de países como Austrália e Canadá ajudam a refletir sobre soluções para garantir mais acesso, saúde e integração social no Brasil.

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Nada na minha trajetória foi fácil. No esporte, aprendi cedo que resultado só vem com esforço, disciplina e coragem. Na política, não é diferente.

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