Na visão da candidata à reeleição ao Senado Leila do Vôlei (PDT-DF), renovar a estrutura estatal não justifica sucatear os serviços oferecidos à população muito menos fragilizar os profissionais responsáveis por executá-los. A senadora apresentou esse posicionamento nesta quinta-feira (27), durante o último painel do 6º Encontro Nacional de Lideranças.
“Eu acredito que, quando a gente fala de serviço público, principalmente em se tratando de reforma administrativa, a gente precisa evitar o discurso fácil de Estado mínimo”, afirmou. “Modernizar o Estado não quer dizer precarizar os serviços públicos e, acima de tudo, desvalorizar o servidor.”
Leila destacou o papel dos trabalhadores na concretização das políticas públicas aprovadas pelo Congresso Nacional. “Embora a gente decida leis e orçamentos naquela Casa, quem vai executar na ponta é o servidor”, disse a senadora, ao diferenciar o tempo no poder de representantes eleitos da permanência da estrutura estatal. “Governos passam, mas o Estado e seus servidores ficam. Então, é importante que a gente entenda esse papel.”
A senadora citou as mudanças na percepção da sociedade sobre os servidores públicos após a pandemia de Covid-19. Segundo ela, o período evidenciou a importância desses profissionais para o funcionamento do Estado e para o bem-estar da população. “O imaginário mudou e aqueles heróis sem capas, mas de uniforme, conquistaram muito respeito”, avaliou.
Questionada sobre seu compromisso com os servidores públicos e com a estabilidade das instituições brasileiras, a senadora reforçou que pretende manter o diálogo aberto com as categorias e entidades representativas.
Leila dividiu o painel com a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), também candidata ao Senado. Elas refletiram acerca do papel da Casa Alta na garantia da estabilidade institucional, no equilíbrio entre os poderes e na construção de políticas públicas estruturantes. O debate girou em torno da defesa de um Estado eficiente e comprometido com as futuras gerações.





