As eleições chegaram ao quinto set. É o momento em que cada ponto pode fazer diferença, a pressão aumenta e a experiência para manter a concentração pesa tanto quanto a força para atacar e a resistência para se defender. Foi nesse clima de reta final que a senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) fez um balanço de seu trabalho pelo esporte brasiliense ao longo do mandato, nesta quinta-feira (1º), em debate promovido pela Federação de Vôlei do Distrito Federal (FVDF).

“Eu me sinto absolutamente em casa porque muitos dos formadores de talentos presentes me viram crescer dentro e fora das quadras”, afirmou. “Sabemos do poder no voleibol que Brasília tem, sempre teve e sempre terá. Dito isso, eu preciso avisar vocês que nenhum parlamentar investiu mais no vôlei da cidade do que essa aqui, com R$ 16,5 milhões destinados em quatro anos.”

Leila destacou a distribuição do montante entre 51 projetos voltados ao desenvolvimento de atletas e ao fortalecimento da modalidade. Apenas para a FVDF, a senadora dedicou quase R$ 4,5 milhões aplicados no custeio anual do calendário de torneios de voleibol, desde as categorias de base até o nível de seleções. O apoio contribui para valorizar uma modalidade com tradição na capital federal e criar condições de práticas de lazer para todas as gerações.

Ao longo do mandato, aliás, Leila destinou R$ 103,5 milhões ao esporte. Os recursos contemplam 325 projetos sociais, com alcance a 300 mil pessoas, a formação de atletas de alto rendimento e construção de infraestrutura, a exemplo de centros comunitários e ginásios. Sua proposta é ampliar o acesso à prática e criar condições para que crianças, jovens e adultos encontrem oportunidades de desenvolvimento, convivência e transformação social.

Legado das quadras

Medalhista olímpica em Atlanta 1996 e Sydney 2000, Leila relatou durante o debate que levou para o Congresso Nacional a experiência de quem conheceu de perto os desafios enfrentados por atletas, dirigentes e treinadores. Ela ilustrou seu compromisso legislativo com o trabalho de defesa da perenização da Lei de Incentivo ao Esporte, mecanismo que permite financiar projetos por meio de renúncia fiscal. A permanência da política trouxe maior segurança para organizações e iniciativas que dependem desse instrumento para planejar suas atividades e ampliar o atendimento a atletas e comunidades.

Leila comentou, ainda, que carregou para a política valores que aprendeu durante mais de duas décadas dedicadas ao esporte de alto rendimento, com três Jogos Olímpicos e competições nacionais e internacionais. Disciplina, respeito ao adversário e trabalho coletivo são princípios que, segundo ela, atravessaram sua trajetória nas quadras e estiveram presentes em seu primeiro mandato no Senado.

“Mostrei em oito anos como senadora o que o esporte de fato pode agregar à política, porque aprendi como atleta a me afastar da retórica de ‘nós contra eles’ e inclusive a lidar com divergências que existem dentro de qualquer equipe, onde nem todo mundo se ama, mas cada pessoa precisa respeitar diferenças, ainda mais no vôlei, que é o mais coletivo dos esportes”, resumiu Leila. “Graças a essa experiência, dialogo com parlamentares de todos o campos. Ninguém vai tirar isso de mim. Não vou mudar.”

O debate permitiu abordar desafios enfrentados por quem trabalha para manter o vôlei em atividade em Brasília. O diálogo envolveu árbitros, dirigentes, jogadores, técnicos e representantes de clubes. Houve um consenso de que a ampliação do acesso ao esporte depende de políticas públicas consistentes.

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