Conselhos de estatais terão 30% das vagas reservadas para mulheres

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia.Na pauta, projetos que tratam de igualdade de gênero, proteção à família de empregados públicos e segurança alimentar de estudantes.As propostas, todas oriundas da Câmara e já aprovadas pelos deputados, aguardam análise final no Senado antes de seguirem para sanção presidencial.Mesa:
senadora Leila Barros (PDT-DF) - preside sessão.Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (24) um projeto de lei que estabelece cota mínima de 30% para mulheres nos conselhos de administração de empresas estatais. A medida também determina que, desse percentual, 30% das vagas sejam ocupadas por mulheres negras ou com deficiência.

As regras se aplicam a empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, e outras companhias em que a União, os Estados, o Distrito Federal ou os Municípios detenham, direta ou indiretamente, a maioria do capital social com direito a voto. Sendo assim, empresas como BRB-DF, Caesb e Metrô-DF também serão impactadas.

O PL 1.246/2021, de autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados e agora segue para sanção presidencial. O texto prevê que a meta seja alcançada de forma gradual, ao longo de três eleições internas, e cria mecanismos de fiscalização e sanção, como o impedimento de deliberação de conselhos que não cumprirem a regra. Empresas privadas de capital aberto também poderão aderir voluntariamente à política e, nesse caso, receber incentivos governamentais.

A votação da matéria foi presidida pela senadora Leila do Vôlei (PDT-DF), líder da Bancada Feminina, que comemorou a aprovação. Em discurso, a parlamentar destacou que não se trata de concessão, mas de justiça e estratégia. “A diversidade de gênero nos conselhos não apenas promove justiça, mas qualifica as decisões, amplia a pluralidade de visões e fortalece a governança das estatais brasileiras.”

Leila também ressaltou que a presença feminina na liderança leva mais sensibilidade e compromisso coletivo para os conselhos, ajudando a transformar o perfil da alta gestão pública no Brasil. A senadora celebrou o simbolismo da votação para as novas gerações.

“Estamos enviando uma mensagem clara para todas as meninas e mulheres do Brasil: nosso lugar é onde a gente quiser, inclusive no centro das decisões estratégicas das maiores empresas do país.”

Senadora Leila

O projeto teve apoio de mais de 600 lideranças femininas do setor público e privado, incluindo nomes como Luiza Helena Trajano, Janete Vaz e Maria Elizabeth Rocha. Para essas lideranças, trata-se de corrigir uma distorção histórica: atualmente, apenas 10% dos cargos nos conselhos das 100 maiores empresas da B3 são ocupados por mulheres.

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