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A senadora Leila Barros (PSB-DF) defendeu nesta quarta-feira (5), em Plenário, a aprovação de uma reforma tributária que simplifique a arrecadação e reduza o custo Brasil. Para ela, é preciso tornar o sistema tributário mais justo, cobrando mais de quem ganha mais.

Ela também pediu sensibilidade durante a análise da proposta. Somente assim, disse, será possível evitar que, ao final, a reforma penalize os mais desfavorecidos e aumente a concentração de renda no país. “É fundamental nós reduzirmos tributos sobre bens de consumo e elevarmos os impostos que incidem sobre os mais ricos. Precisamos avaliar isso de forma muito séria, muito criteriosa e com muita responsabilidade”, defendeu.

Para a primeira senadora eleita pelo DF, a Reforma Tributária é uma oportunidade de enfrentar as alarmantes desigualdades econômicas e sociais no país, promovendo ações e medidas que incentivem a retomada do crescimento de forma sustentada e inclusiva.

“Temos de construir uma Reforma Tributária que simplifique e modernize nossa estrutura arrecadatória, reduzindo o custo Brasil. Que haja mais sensibilidade deste Parlamento do que houve na também necessária Reforma da Previdência que, a meu juízo, acabou penalizando os mais desfavorecidos e acabará por ampliar a concentração de renda no país.

Prioridade do governo no Congresso em 2020, a discussão em torno de uma reforma tributária ganhou força novamente no ano passado após a aprovação da reforma da Previdência. Tanto a Câmara dos Deputados como o Senado têm propostas de emendas à Constituição sobre a Reforma Tributária, PEC 45/2019 e PEC 110/2019, respectivamente.

Ambas propõem a extinção de diversos tributos que incidem sobre bens e serviços. Eles seriam substituídos por imposto único sobre valor agregado. Os textos serão discutidos em uma comissão mista especial com o objetivo de se tornarem um texto comum, mas o colegiado ainda não foi instalado.

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