Leila defende igualdade salarial e combate à violência contra a mulher

Plenário do Senado Federal durante sessão solene de premiações e condecorações, destinada à entrega do Diploma Bertha Lutz 2023.O nome do prêmio homenageia a bióloga Bertha Lutz (1894-1976), uma das figuras centrais do movimento sufragista brasileiro, e dedica reconhecimento à pessoas que tenham contribuído para a defesa dos direitos da mulher e para as questões do gênero no Brasil.Em discurso, à tribuna, procuradora especial da Mulher do Senado Federal, senadora Leila Barros (PDT-DF).Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Na sessão de entrega do Prêmio Bertha Lutz, nesta quarta-feira (8), a senadora Leila do Vôlei foi à tribuna abordar a condição atual da mulher na sociedade brasileira. Emocionada, a parlamentar lamentou a banalização da cultura de violência contra as brasileiras, com muitos casos diários das mais diversas agressões, desde as psicológicas até as agressões físicas.

“No Brasil somos obrigadas a exigir que se cumpra o direito mais básico: o de viver. Exigimos nosso direito à vida, que nos está sendo negado! Estão nos matando como se fosse banal tirar a vida de alguém. Chega! A Rede de Observatórios da Segurança apurou que, em 2022, 495 mulheres foram vítimas de feminicídios. Continuam nos matando. E os principais motivos são brigas e términos de relacionamento. Na maioria das vezes, os assassinos são companheiros ou ex-companheiros”, apontou Leila, que também é procuradora Especial da Mulher no Senado.

Leila também fez o seguinte alerta: aumentar o rigor das leis, investir em prevenção, melhorar a rede de proteção e os canais de atendimento são iniciativas eficazes, “mas insuficientes”. Para ela, é preciso aliar essas ações a campanhas educativas de valorização do sexo feminino e de seu empoderamento. A senadora ainda citou um estudo do Fórum Econômico Mundial que coloca o Brasil no último lugar, entre 146 países, em um ranking de empoderamento da mulher na política.

“O Brasil é onde menos mulheres participam de estruturas de tomadas de decisão. É no Brasil que as mulheres menos têm direito à voz na formulação de políticas que afetam a sociedade”, disse.

Com informações da Agência Senado

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