Em campanha pela reeleição em diversos pontos do Distrito Federal, a senadora Leila do Vôlei (PDT) abriu o fim de semana com uma mensagem em comum: a necessidade de o eleitorado ampliar a participação feminina no Congresso Nacional e na Câmara Legislativa, hoje restrita a menos de um quinto das vagas.
“Historicamente, somos sub-representadas na política”, destacou Leila na sexta-feira (4) em Samambaia ao lado da assistente social Weila Almeida (PDT), candidata a deputada distrital. “De 81 senadores, somos 15 mulheres, ou seja, 18,5% da Casa. Se pensarmos na Câmara dos Deputados, 107 das 594 cadeiras são femininas, pouco mais de 18%. Já na Câmara Legislativa o índice é ainda menor, 16,6%, quer dizer, apenas quatro dos 24 representantes eleitos em 2022.”
A senadora comparou a representação feminina na política com a porcentagem populacional, uma vez que mulheres são mais de 51% dos brasileiros, segundo o Censo 2022, além de serem maioria na proporção das pessoas aptas a votar em 4 de outubro, com 52,8% dos registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Está na hora de o DF eleger mais mulheres como a Weila, uma pessoa extraordinária, maranhense, de família muito humilde, uma mãe solo que estudou, se formou, se qualificou e dedica toda sua energia como servidora na educação”, disse Leila. “Sinto uma emoção quando identifico mulheres com personalidade, que sabem o que querem e travam as suas batalhas por seus filhos e a partir de sua ancestralidade forjada por outras mulheres fortes.”
A senadora recordou que o Brasil apresenta a segunda menor taxa de representatividade feminina no Poder Legislativo entre os países do G20, somente atrás do Japão. De acordo com a União Interparlamentar (UIP) e a Organização das Nações Unidas (ONU), aliás, em 2025 ocupávamos a 133ª posição no ranking mundial de participação delas nos parlamentos nacionais.
Chefes de família
Em Santa Maria, em encontro sobre cultura e esporte com a Associação Força Feminina neste sábado (5), Leila lembrou que só realizou seu sonho de se tornar mãe aos 40 anos. “Eu tenho 55 anos e meu filho tem 15 porque deixei minha vida pessoal para depois em busca de realizar o objetivo de ser atleta e representar o meu país em três Olimpíadas”, comentou. “É sempre desafiador para todas nós deixar a família e correr atrás dos nossos propósitos profissionais.”
A senadora citou os R$ 103,5 milhões investidos pelo mandato em esporte para ilustrar os impactos dos 325 projetos apoiados no Distrito Federal. “Comecei no vôlei com mais de 200 meninas e só eu virei atleta, mas todas as minhas amigas se tornaram grandes mulheres, profissionais independentes, mães que cuidam de suas famílias”, lembrou. “O que eu quero dizer é que o esporte e também a cultura são grandes ferramentas de transformação e proteção sociais.”
Já diante de apoiadores do Paranoá e do Itapoã, na noite de sexta-feira, Leila destacou as políticas públicas de seu mandato no combate à violência doméstica e na geração de autonomia financeira. “Apoiamos qualificação para mulheres em todas as regiões administrativas porque sabemos que elas chefiam as famílias mais vulneráveis do Distrito Federal”, explicou.
Nas três agendas, ela celebrou a aprovação de seu relatório da Medida Provisória 1.357/2026, que zerou a “taxa das blusinhas”, nesta semana, como uma conquista dedicada a mulheres responsáveis por sustentar suas famílias, para fazer seus orçamentos domésticos renderem mais.





