A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal aprovou o PL 150/2021, com relatório favorável da senadora Leila do Vôlei (PDT-DF), promovendo um avanço histórico para a inclusão social e esportiva de atletas surdos no Brasil. A proposta reconhece formalmente a Confederação Brasileira de Desporto de Surdos (CBDS) como integrante do Sistema Nacional do Esporte (Sinesp) e garante à entidade o repasse de 0,01% da arrecadação das loterias destinada ao esporte. O texto segeue para análise da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado.

Com a aprovação, a CBDS passa a integrar oficialmente o grupo de entidades esportivas privadas com subsistema próprio, ao lado de instituições como:

  • Comitê Olímpico do Brasil (COB);
  • Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB);
  • Comitê Brasileiro de Clubes (CBC);
  • Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP).

A medida corrige uma exclusão histórica no financiamento esportivo nacional e amplia o acesso da comunidade surda a políticas públicas permanentes. Segundo Leila do Vôlei, a ausência de recursos previsíveis sempre foi uma das principais barreiras para o fortalecimento do esporte de surdos.

“A ausência de financiamento recorrente constitui, hoje, o principal obstáculo para a consolidação do esporte de surdos no Brasil.”

Recursos contínuos para formação e desenvolvimento

O projeto garante financiamento recorrente para:

  • Formação de atletas;
  • Participação em competições;
  • Capacitação técnica;
  • Desenvolvimento de programas esportivos;
  • Estruturação administrativa da CBDS.

Além de promover justiça esportiva, a proposta representa um passo importante para ampliar inclusão, visibilidade e oportunidades para atletas surdos, garantindo maior equidade dentro da estrutura esportiva nacional. Os recursos serão fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), assegurando transparência e correta aplicação.

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